Dia desses, em uma busca desenfreada por respostas (oh!), digitei no Google "poemas + william blake" na esperança de encontrar uma boa alma disposta a me auxiliar na análise de "The Tyger", do mesmo autor. Me deparei com dúzias e mais dúzias de blogs que traziam o bendito do tigre estampado em seus posts: "Esse poema é lindo." "Blake é tão intenso e profundo." "Meu poema favorito, de William Blake."
E o dito cujo, "The Tyger", aparecia nas mais diferentes cores e fontes. Análise do poema que é bom, nichts. Nadica de nada. Ou seja, encontrar Blake na net é o mesmo que não encontrar Blake na net. De qualquer forma, fiquei pensando (tsssss....). Por que postar a análise de um poema? O poema em si é o que realmente importa, não? É ali que reside o belo, certo?
Já nem sei, viu... Pra mim, a análise do poema tem um peso enorme! É tão (ou mais!) importante que o poema. É estranho isso... mas é como me sinto. Parece que o poema solto ali... não tem tanto valor... Acho que isso é mal de estudante de Letras (SAI DESSE CORPO QUE NÃO TE PERTENCE!!!).
Poesia é arte! Análise é.... sistematização da arte??
Como tentativa de me libertar do sistema opressor.... haushaushauhsas *nem eu me convenci agora* vou postar um poema lindo, profundo e intenso (aushuahsuahsahs) do mangaká Hiroaki Samura.
Não vou tentar analisar porque, realmente, eu não sei o que dizer sobre esse poema. Só posso dizer que ele me agrada muito, até me deixa meio inquieta quando eu leio! Não sei explicar...
O poema não tem título, e foi publicado no volume 07 de Blade - a lâmina do imortal (edição brasileira), mangá do mesmo autor.
E o dito cujo, "The Tyger", aparecia nas mais diferentes cores e fontes. Análise do poema que é bom, nichts. Nadica de nada. Ou seja, encontrar Blake na net é o mesmo que não encontrar Blake na net. De qualquer forma, fiquei pensando (tsssss....). Por que postar a análise de um poema? O poema em si é o que realmente importa, não? É ali que reside o belo, certo?
Já nem sei, viu... Pra mim, a análise do poema tem um peso enorme! É tão (ou mais!) importante que o poema. É estranho isso... mas é como me sinto. Parece que o poema solto ali... não tem tanto valor... Acho que isso é mal de estudante de Letras (SAI DESSE CORPO QUE NÃO TE PERTENCE!!!).
Poesia é arte! Análise é.... sistematização da arte??
Como tentativa de me libertar do sistema opressor.... haushaushauhsas *nem eu me convenci agora* vou postar um poema lindo, profundo e intenso (aushuahsuahsahs) do mangaká Hiroaki Samura.
Não vou tentar analisar porque, realmente, eu não sei o que dizer sobre esse poema. Só posso dizer que ele me agrada muito, até me deixa meio inquieta quando eu leio! Não sei explicar...
O poema não tem título, e foi publicado no volume 07 de Blade - a lâmina do imortal (edição brasileira), mangá do mesmo autor.

Diante do espelho d'água que reflete a lua intacta
lembro-me de sua nuca desnuda.
Esqueço-me da minha condição
sigo firme, cego e tateando com as mãos
sigo léguas e léguas para o norte.
Rasgue suas mangas cor de carmim,
morrer, viver ou amar?
Menina, 16 anos, uma canção de outono.
lembro-me de sua nuca desnuda.
Esqueço-me da minha condição
sigo firme, cego e tateando com as mãos
sigo léguas e léguas para o norte.
Rasgue suas mangas cor de carmim,
morrer, viver ou amar?
Menina, 16 anos, uma canção de outono.
Hiroaki Samura

