quarta-feira, 16 de julho de 2008

When (I thought) I found God....


Sabe quando você escuta um cd e fala: "Putz, é isso!"? Ou quando você se choca profundamente com uma música e daí não consegue mais parar de ouvi-la? Aquela atração que temos pelo grotesco e que nos suga a alma bem ali, presente na letra de uma canção?

Eu tinha 16 anos. Era um cd do Nirvana. Nirvana!! Que clichê! Todo adolescente curte Nirvana em determinado momento da sua vida... e se não curte, deveria. É uma válvula de escape e tanto. Anyway, aquele cd mexeu comigo. Era bem auto-destrutivo, mas que adolescente não é? XD

A música: Lithium. Que droga. "Será que ela não consegue ser um pouquinho mais original?", você se pergunta. Não. Não consigo. Adolescentes são idiotas. E eu também era. (ainda sou uma tola, não é mesmo?)

Aquela letra provocante de Lithium me alucinava.... e me dava um certo conforto... aquele alívio por não ser a única a me sentir assim....rejeitada de vez em quando. A adolescência é uma merda. A gente não consegue analisar nada de forma crítica. Ou você se identifica, ou não. Simples assim. Eu me identificava com Nirvana. Foi fase, lógico. Nirvana não me diz muita coisa hoje em dia. Mas Lithium.... ainda me incomoda. Parece um assunto mal-resolvido. Depois de mais ou menos 4 anos, a ouvi de novo. E tudo (ou quase tudo) ainda estava ali.
As pessoas não mudam totalmente.... e eu acredito, de verdade, que as boas músicas são eternas...


Essa letra merece ser postada, inteirinha:

I'm so happy 'cause today
I've found my friends ...

They're in my head
I'm so ugly, but that's okay, 'cause so are you ...
We broke our mirrors

Sunday morning is everyday for all I care ...

And I'm not scared
Light my candles, in a daze

'Cause I've found god
Yeah,Yeah (x7)


I'm so lonely , but thats ok , I shaved my head ...

And I'm not sad

And just maybe I'm to blame for all I've heard ...

But I'm not sure
I'm so excited, I can't wait to meet you there ...

But I don't care
I'm so horny, but that's okay ...
My will is good

Yeah,Yeah (x7)


I like it - I'm not gonna crack
I miss you - I'm not gonna crack
I love you - I'm not gonna crack

I killed you - I'm not gonna crack (x2)

E eu tinha sim uma quedinha pelo Kurt Cobain, admito! XDD

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Hancock - my kind of hero! XD

Eu não estava botando fé nesse filme..... Na verdade, fui assistir só por falta de opção melhor (ninguém mandou morar em Santa Bárbara d' Oeste - a cidade dos amaldiçoados ¬¬). Achava que ia ser maaaaiss um filme de super-herói, mais um filme no qual o anti-herói acaba fazendo uma boa ação no final da história, vira o "defensor da justiça" e todo mundo vai pra casa feliz.... *bocejo*
Mas "Hancock", estrelado por Will Smith, se mostrou uma história muito mais forte que isso! Começando pela dificuldade que temos em enquadrá-lo em um só gênero. Tem comédia, drama, ação e até romance, tudo misturado em um filme delicioso de se ver. O que me chamou mais a atenção foi o fato de ser um filme despretensioso, com uma mensagem incrível: é mais difícil se tornar humano que herói.
A história se passa em Los Angeles, considerada uma das cidades mais violentas dos EUA, que tem como único herói John Hancock, ser imortal que só pensa em beber e dormir. Ele não tem o mínimo interesse em salvar pessoas, e só interfere pra piorar a situação, o que leva os habitantes da cidade a desejar sua partida. Até aí tudo bem, o típico anti-herói... A reviravolta se dá quando um relações-públicas (salvo de ser esmagado por um trem pelo herói) resolve melhorar a imagem de John, convencendo-o a se entregar à polícia pelos danos causados à cidade devido à sua sempre "explosiva" interferência. É na prisão que Hancock muda seus hábitos, mas sempre mantendo o ar de indiferença que caracteriza o personagem.
Claro que eu não vou ficar aqui contando o filme todo, mas é muito interessante notar o tom de paródia presente em "Hancock" (a sátira mais óbvia é com relação aos X-men). John é um (péssimo) herói que se torna humano, e não o contrário. E é exatamente isso que o diferencia, ele não tem idéia de qual seja sua missão simplesmente porque ele não tem idéia de quem ele seja. Podem até considerar o final meio manjado, mas isso não tira a graça do filme!
Recomendo mesmo! E a trilha sonora é divertidíssima!! Blues, rock, hip hop, tudo bem encaixado nos diferentes tipos de cena (ação, drama, etc.). Adorei! Mas como eu disse, é despretensioso. Não adianta irem ao cinema esperando uma obra-prima, ou vão se decepcionar.

Ah, e só pra constar, o filme desagradou grande parte dos críticos norte-americanos... bah.... to ligando muito pra isso...



“Existem Heróis… Existem super-heróis… E existe Hancock.” XD Caso encerrado.

domingo, 6 de julho de 2008

Assopra a vela, senão o barco não anda!

Já aviso de antemão que não sou boa nisso. Nunca gostei de sentimentalismo. Sempre achei uma tremenda....babaquice. E não se iludam, eu ainda penso assim. Mas, porém, contudo, todavia, no entanto.... hoje é meu aniversário. E (infelizmente) eu não sou mais criança. Mesmo que eu feche os olhos e deseje com vontade, as coisas nunca mais serão como antes. (aff.... parece letra de música brega...)
Provavelmente vou passar o dia de pijama, andando pela casa, ficando profundamente deprimida a cada 3 horas e depois voltando ao meu normal. E quando eu fico deprimida, eu coloco a vida na balança, e isso nunca é bom. Dói muito quando eu olho pra trás, dói mais ainda quando eu olho pra frente. Eu sempre penso nas pessoas ao meu redor, no quanto eu aprendo com elas (Lógico. Eu sou o centro do universo).

E nada me parece mais importante que escutar as pessoas. Ouvir o que todo mundo tem a dizer. Porque eu sou todas essas pessoas. Elas me construíram e me moldaram até virar... isso (rsrsrs). Compreender as razões dos outros me ajuda a compreender as minhas próprias razões, o meu modo de agir. E eu gostaria de agradecê-las por me ajudar a olhar pro mundo e ver como ele é. A me dar conta de que nem tudo é relativo. A perceber que algumas coisas simplesmente são do jeito que são, não importa de onde eu esteja observando.
Mas, principalmente, agradeço àqueles que me mostraram que, às vezes, a aceitação não é sinônimo de covardia, nem de hipocrisia. E que se eu não quiser enfrentar a situação de cabeça erguida e com um sorriso no rosto, eu não preciso. Obrigado, meus amigos. Obrigada, minha mãe. Meu "muito obrigado" a todas as pessoas que já cruzaram meu caminho.
Podem ter certeza que cada um de vocês me ajudou e ainda me ajuda a crescer. E crescer não é fácil.

Então simbóóóóra minha gente!! Que o tempo ruge e a Sapucaí é grande!! XDD


Aoi: Parabéns, Jaque-chan!!!!!!!!!

Jaques: Owwwwww, Aoi! Não precisava! ^^

Aoi: Claro que precisava! Você acha que eu ia me esquecer do aniversário da menina mais linda-maravilhosa-incrível que eu conheço?

Jaques: É... tem razão. XDD

*diálogo real ocorrido em uma realidade alternativa*


quinta-feira, 3 de julho de 2008

Síndrome de Análise @_@

Dia desses, em uma busca desenfreada por respostas (oh!), digitei no Google "poemas + william blake" na esperança de encontrar uma boa alma disposta a me auxiliar na análise de "The Tyger", do mesmo autor. Me deparei com dúzias e mais dúzias de blogs que traziam o bendito do tigre estampado em seus posts: "Esse poema é lindo." "Blake é tão intenso e profundo." "Meu poema favorito, de William Blake."
E o dito cujo, "The Tyger", aparecia nas mais diferentes cores e fontes. Análise do poema que é bom, nichts. Nadica de nada. Ou seja, encontrar Blake na net é o mesmo que não encontrar Blake na net. De qualquer forma, fiquei pensando (tsssss....). Por que postar a análise de um poema? O poema em si é o que realmente importa, não? É ali que reside o belo, certo?
Já nem sei, viu... Pra mim, a análise do poema tem um peso enorme! É tão (ou mais!) importante que o poema. É estranho isso... mas é como me sinto. Parece que o poema solto ali... não tem tanto valor... Acho que isso é mal de estudante de Letras (SAI DESSE CORPO QUE NÃO TE PERTENCE!!!).

Poesia é arte! Análise é.... sistematização da arte??
Como tentativa de me libertar do sistema opressor.... haushaushauhsas *nem eu me convenci agora* vou postar um poema lindo, profundo e intenso (aushuahsuahsahs) do mangaká Hiroaki Samura.

Não vou tentar analisar porque, realmente, eu não sei o que dizer sobre esse poema. Só posso dizer que ele me agrada muito, até me deixa meio inquieta quando eu leio! Não sei explicar...

O poema não tem título, e foi publicado no volume 07 de Blade - a lâmina do imortal (edição brasileira), mangá do mesmo autor.


Diante do espelho d'água que reflete a lua intacta
lembro-me de sua nuca desnuda.
Esqueço-me da minha condição
sigo firme, cego e tateando com as mãos
sigo léguas e léguas para o norte.
Rasgue suas mangas cor de carmim,
morrer, viver ou amar?
Menina, 16 anos, uma canção de outono.

Hiroaki Samura

terça-feira, 1 de julho de 2008

Músicas Chatas - Same Mistake

Você pensa que não dá pra ficar pior. Você busca (na inocência) acreditar nisso. Então..... ahhh então.... você se depara com o inimaginável. A chatice elevada ao cubo!!! As náuseas... o terror. "Same mistake", James Blunt.
Será que alguém pode me explicar por que essa música faz tanto sucesso?? Pessoas que eu adoro e respeito são fãs!! É ilógico. Ou não.

Mas vamos direto à fonte do mal:


"And so I sent some men to fight
And one came back at dead of night
Said he'd seen my enemy
Said he looked just like me

So I set out to cut myself <<<< emo? *_*
And here I go"


Hum.... meu inimigo se parece comigo.... quequéisso?? Plágio de "Hole"?? Pelo menos com a Courtney Love a gente sente o desespero da descoberta..... Ela grita, ela se joga, ela parece de fato inconformada com o fato de seu inimigo ser ela mesma. Agora.... James Blunt? A voz do cara me irrita profundamente.
"I'm screaming at the top of my voice"
- alguém já notou como ele canta essa parte? Hum... ta, amigo.... você quer gritar... então grita, pô!!!!! Me dá nos nervos a forma como ele diz "I'm screaming" super baixo, quase sussurrando....

Agora a gota d'água é mesmo o "Uh, uh, uh, uh, uh, uh" que acompanha o fim de cada estrofe.... é pegajoso demaissssss. Essa música é inteira pavorosa!



E alguém aí sabe o que significa Blunt em inglês? Tirado do maravilhoso site "The free dictionary": 3. Slow to understand or perceive; dull. Encerro meu caso.

PS:
a música do "Hole" a que me referi acima é "Jennifer's body", vale a pena conferir a letra, é uma boa composição.

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Detonautas e Auto-conhecimento XD

A cada dia que passa, eu descubro alguma coisa sobre mim mesma! *_* Um péssimo hábito esse... o de ficar se analisando.... E o engraçado (ou não) é que eu ando descobrindo coisas horríveis sobre mim. É como se alguém viesse e me contasse os podres de uma pessoa e depois eu descobrisse que essa pessoa sou eu! Não é uma sensação muito agradável. Perceber um mau julgamento que você fez de alguém é a pior coisa. Hoje eu descobri que eu julgo mal as pessoas. Não todas, só algumas. Mas ainda assim.... senti vergonha. Recebi uma grande ajuda de alguém com quem eu não simpatizava nem um pouco.
Por que será que sentimos essa necessidade de despir os outros? Tarados de plantão, eu estou usando o "despir" aqui no sentido figurado, ok? hasuhasaushuash Tal pessoa é assim... tal pessoa é assado... o que sabemos de fato sobre o outro? Acredito que tanto quanto eles sabem sobre nós. Nada. Mas ninguém pensa nisso.... eu pelo menos não penso muito nisso. Exceto agora.

E o que diabos o Detonautas tem a ver com tudo isso? hasuhaushuahs Simples. Eu detesto rock nacional. Mas hoje ouvi "O retorno de saturno", da banda Detonautas Roque Clube e gostei muito! Daí me caiu a ficha!
É hora de rever alguns conceitos, Jaques.


" E eu me questiono aqui se isso é normal."


>> PS: não to falando que a banda é boa ou ruim, ta? Nem conheço o som dos caras bem o bastante pra afirmar isso. É que essa música em particular me fez pensar duas vezes antes de sair julgando Deus e o mundo..... ^^

sábado, 7 de junho de 2008

Moda X Estilo

Às vezes eu me encontro dando importância demais pra roupa.... é bobagem, eu sei. É só roupa. É só pano. Mas quer saber? As pessoas precisam viver de suas paixões!! Eu preciso viver das minhas paixões!! #_# O amor de nada me serviu até agora, e a minha paixão são roupas! *futilidade mode on*.
Ainda assim, não consigo simpatizar com a "moda". Me refiro à moda que muda, às tendências. É engraçado como algumas pessoas não conseguem carregar um estilo. Compram todos os modelos da"tendência" e é como se usassem as mesmas roupas de sempre. Enquanto outras (poucas) usam as maiores bizarrices e breguices e conseguem manter a originalidade. Esse é meu ponto. É dificílimo encontrar alguma coisa original quando se trata de moda. Eu tenho ódio mortal do chamado "visual retrô". O que é isso? É desculpa pra falta de idéias? *___*
Já falei da moda harajuku em posts anteriores e gostaria de apontar algo: a moda harajuku não é tendência, é estilo. Isso é o que a torna tão atraente.
Assim, gostaria de apresentar minha influência... meu muso^^....meu ícone fashion XD:


Matsumoto Takanori (mais conhecido como "Ruki") - vocalista da banda de J-rock The GazettE.

Não é que eu vou sair por aí me vestindo como ele. O que me atrai é a maneira como ele carrega o estilo. Qualquer estilo que ele adote parece ser exclusivamente dele. É incrível! Acredito seriamente que se um dia ele aparecer com uma melancia pendurada no pescoço eu vou achar "avant-garde"! hasuashaushuas XDD

Ruki é a prova de que o estilo sobrepõe a moda.


Percebem o que eu quero dizer? rsrsrs ^^

-> só pra constar: o estilo adotado pela maioria das bandas de J-rock é chamado de "Visual Kei", que eu considero uma das expressões da moda harajuku.^^