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domingo, 18 de outubro de 2009

Dead Girl

Às vezes me pego pensando nas milhares de possibilidades que a internet nos traz. Principalmente a possibilidade de ser uma pessoa totalmente diferente do que somos na “vida real”.
Ok, ok... o que é “real”, não é mesmo? Bem...eu tenho uma leve idéia. “Real” é aquilo que nós temos que enfrentar quando nos olhamos no patético espelho do banheiro e nos sentimos tristes ou frustrados diante de nosso próprio reflexo. A realidade é o controle que não temos, é o imprevisível assustador que nos empurra pra lá e pra cá feito marionetes em direção aos deveres e responsabilidades da vida adulta: tudo aquilo que não queremos fazer e ser, mas somos obrigados. E é nesse momento, quando encaramos o real, é que mais nos sentimos sós, como se ninguém no universo inteiro desse a mínima para nossas dúvidas, temores e tristezas.
É aí que eu me pergunto, o que alguém, o que você seria capaz de fazer para apaziguar esse sentimento de abandono tão doloroso? Tão vergonhosamente doloroso? A que ponto chegaria? Você se agarraria a qualquer possibilidade de amor e atenção que lhe fosse apresentada? E se junto a essa possibilidade de ser amado e respeitado, a sensação de poder se mostrasse tão palpável que fosse simplesmente impossível dizer 'não'? O que você faria?
Muito difícil responder a essas perguntas sem as opções de apaziguamento devidamente apresentadas, não é mesmo?
Bem... é exatamente essa a situação a que dois adolescentes são expostos no bizarro (e ainda assim, brilhante) filme de 2008 “Dead girl”, que obviamente não chegou aos cinemas brasileiros, como quase tudo que é inovador e interessante, mesmo sendo absurdamente trash e imoralmente ousado. Retrato fiel da nossa geração, sem sombra de dúvidas.
Dois garotos encontram uma garota zumbi em um hospital psiquiátrico abandonado, como manda o clichê. E então, o que fazer? Correr? Provavelmente... Mas e se a garota em questão estiver amarrada e mais importante ainda...completamente nua? E os dois garotos em questão forem perfeitos exemplos de juventude negligenciada pelos pais e totalmente ignorada e/ou abusada pelos considerados “jovens normais” que habitam o pesadelo sem fim chamado “colegial”? Como agir então... nessas circunstâncias tão peculiares?
É exatamente esse argumento (ou desculpa) não-dita o que leva os dois adolescentes a "manter" a garota meio-morta, cujo corpo já apresenta sinais de decomposição, como escrava sexual por tempo indeterminado durante as quase duas horas de filme. Como uma forma (talvez a única) de exercer a dominação que não lhes é permitida fora dos muros do hospital abandonado, o mundo real.
Chocante? Por incrível que pareça, nem tanto. De todos os filmes teens já assistidos pela minha pessoa (e foram muitos, acreditem) nunca me deparei com um que retratasse tão bem a necessidade dos jovens de hoje de buscarem válvulas de escape para suas frustrações, através de fugas para lugares no mínimo duvidosos, sem qualquer preocupação moral.
Apesar de em momento algum um mísero computador aparecer durante o filme, é simplesmente inegável a relação que podemos estabelecer entre esses dois adolescentes e a “garota morta” quando comparados com a relação pouco saudável que criamos com os universos virtuais a que a internet nos possibilita. Sermos outra pessoa, e mais importante, uma pessoa com poder, parece ser o objetivo principal no ambiente virtual, totalmente dominado por esses jovens, sem censura ou guia. Um pouco assustador, mas um retrato totalmente fiel do nosso desprezo pelos valores estabelecidos por nossos pais. E mesmo já não sendo mais uma adolescente, é estranho que eu ainda consiga sentir isso de maneira tão intensa.
Nossa geração é necessitada, essa foi a conclusão a que cheguei com “Dead girl”. Necessitada de atenção; egocêntrica e completamente desprovida de bom senso. Mas que adolescente não é? Você pode me perguntar. Esse egocentrismo de fato parece característica principal na vida de praticamente todos os jovens, independente da época em que nasceram. A diferença, porém, ao meu ver, está na forma como lidamos com essa carência e com o vazio e a frustração que a realidade nos traz na era da tecnologia e informação.
Nós somos a geração que estupra garotas zumbis pra se sentir melhor. E alguém acabou de se dar conta disso.

"Down here, we have the power..."

PS: obviamente que quem encontrou esse filme bizarro pela net foi a Patrícia, ela é um imã de coisas estranhas... hasuahsuhasuahs adoro. XD

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Ser Johnny Depp já não é o bastante

Ontem fui ao cinema ver “Inimigos Públicos”. E se eu dissesse que Johnny Depp vestido de gangster no poster promocional não me afetou absolutamente nada na hora de escolher o filme, eu estaria mentindo descaradamente. Sim, eu admito. Fui na doce ilusão de ver esse ator que sempre considerei muito talentoso (e lindo, oi) arrasar em mais um filme inusitado e intenso.
Qual não foi minha terrível decepção ao me deparar com um dos piores (PIORES!!) filmes vistos por minha pessoa no cinema esse ano.
Não houve um único acerto na direção de Michael Mann a começar pelo roteiro, que ele também assina. Um roteiro absurdamente ensosso, diga-se de passagem, que não só refletiu na superficialidade dos personagens, como resultou em diálogos dolorosamente enfadonhos que me fizeram querer enfiar minha cabeça numa privada e ali permanecer até o fim da sessão. Faltou carisma, principalmente no personagem de John Dillinger, desempenhado por Johnny Depp, cuja atuação deixou muito desejar. O tipo de carisma que faz com que o público se importe com os rumos tomados pela história e suas possíveis conseqüencias para a personagem central. No entanto, a única coisa em que eu conseguia pensar durante o filme era no quanto eu gostaria de tomar um sunday no McDonalds quando tudo aquilo acabasse. Tão deprimentes foram aquelas duas horas.
E se o próprio diretor não foi o responsável pela seleção da trilha sonora, eu realmente espero que alguém dê um tiro em quem foi. O que se espera da trilha sonora de um filme ambientado em 1944, na era de ouro dos gangsters ladrões de banco? Jazz, piano e o som de bebidas e cassinos clandestinos, certo? Quem me dera.
Imagine "Carmina Burana" como trilha sonora de "American Pie".... deu medo? Pois foi exatamente assim que me senti quando me dei conta da ridícula seleção das músicas desse filme. Canções melodramáticas como plano de fundo de cenas banais, cortes bruscos em solos instrumentais, clássicos dos anos 40 estrategicamente (e forçadamente) posicionados em cenas “supostamente” românticas, discrepância no timing e por aí vai...kill me.
Mas sabe-se que “Inimigos Públicos” foi baseado em fatos reais, e sabe-se também que a vida nunca é tão interessante quanto o que geralmente nos é retratado na telona, talvez por essa razão pudéssemos dar um desconto para os diálogos chatésimos do filme e as músicas mal enquadradas.... por uma questão de verossimilhança. No entanto, esse é outro ponto que realmente me intrigou. Tudo parece extremamente conveniente dentro da trama, como se os conflitos fossem arranjados apenas para que o público pudesse se deleitar com algumas cenas de ação e violência. Sem que essas fossem realmente necessárias. Faltou “pegada”, como bem disse minha amiga Meiry. E faltou charme por parte dos atores, que foram incapazes de seduzir o público e envolvê-los de forma convincente no universo obrigatoriamente sem escrúpulos da Grande Depressão americana.
Porque, pelo menos pra mim, já não basta ser Johnny Depp, vestir um terno estiloso e sair dando tiros com uma metralhadora. É preciso elegância e, principalmente, é preciso saber exatamente o que dizer nos momentos de crise.
E não, “Inimigos Públicos” não possui nenhuma frase de efeito. Nem umazinha.

Se ele ficar com a boquinha fechada, eu até pego. XD

segunda-feira, 25 de maio de 2009

"That's all I have to say about that"

Acho que "Forrest Gump - o contador de histórias" é um dos filmes mais lindos que eu já assisti em toda a minha vida. Já vi esse filme umas 5 vezes e nunca me canso da "estranha" sensação de pureza que ele me transmite. Lembro que precisei de muito tempo pra compreender as referências à história norte-americana presentes no enredo, mas hoje vejo que elas não eram assim tão importantes para a mensagem central. Que importam os grandes acontecimentos históricos quando o conflito interior é o mesmo independente de onde você esteja? Que as dúvidas, que as tristezas ou que a total falta de noção a repeito do mundo à sua volta não fazem diferença pra absolutamente ninguém a não ser pra você mesmo?
Antes eu tinha muito medo de soar como um livro de ajuda analisando um filme por esse ponto de vista (tão sentimentalóide, não é?), mas hoje o que eu tenho mais medo é de deixar esse tipo de coisa passar batido. Eu não quero que nada passe batido na minha vida. Eu quero mesmo filosofar em cima do que eu sinto quando vejo algo tão belo como esse filme. Nem que seja filosofia barata de rodoviária (principalmente porque eu acho que grande parte dos clichês é verdadeira).
Eu quero olhar o mundo com os olhos de Forrest Gump e quem saber ter, como ele, uma noção mais clara das coisas importantes, um foco (Deus sabe como eu preciso de um foco nesse momento), pra ser então capaz de deixar todo o resto de lado. TODO o resto insignificante. Porque eu estou cansada demais de dar tanta importância pra isso. De correr atrás de aprovação o tempo todo, mesmo sem perceber.

Eu estou cansada de correr....eu só quero ir pra casa.




Lieutenant Daniel Taylor: Have you found Jesus yet, Gump?

Forrest Gump: I didn't know I was supposed to be looking for him, sir.

terça-feira, 7 de abril de 2009

Addicted to the knife

Apreciar um musical requer uma sensibilidade que, pra ser bem sincera, eu não tenho. São raros os filmes desse gênero que realmente despertam algo em mim. Com exceção de dois ou três que me interessam mais pela estética que por qualquer outro motivo, musicais não me parecem muito eficazes quando se trata de descrever o descontrole e a sordidez humana. E esse é um tema que me interessa muito.
No entanto, como que em resposta ao post anterior, ontem tive o prazer de assistir a um dos musicais mais insanos e incríveis já feitos: Repo: The Genetic Opera. Em um futuro não muito distante (2056 para ser mais exato), uma epidemia de falência de orgãos causa a morte de milhões de pessoas, tranformando o planeta em um cemitério gigante. Em meio ao caos surge a companhia Geneco, especializada em transplantes de órgãos, facilitando as formas de pagamento dos "produtos" para que todos possam ter direito a uma segunda chance. Mas, obviamente, toda transformação tem seu preço. E para Geneco, dívidas devem ser pagas com a vida. Caso algum cliente não pague por seus novos órgãos, o temível RepoMan é enviado para "repossuí-los".
Em um mundo onde a transformação física acarreta também uma transformação de personalidade e a oportunidade de uma nova vida, a facilidade com que se assume diferentes facetas dentro de um universo sem lei *internet, oi* faz com que grande parte da população se torne viciada em cirurgias (não só plásticas), como uma tentativa, ou melhor, uma necessidade de se encaixar no quadro disforme, doente e desesperador que se forma diante de seus olhos.
Um universo neo-gótico povoado por exageros, assassinatos sancionados pela lei e milhões de viciados em analgésicos, contribuindo para o aumento do tráfico de drogas, constroem uma imagem assustadoramente similar à nossa realidade, uma espécie de hipérbole da sociedade em que vivemos hoje, a qual, como comentei no texto abaixo, nos obriga a assumir diferentes identidades devido à enorme quantidade de informação e possibilidades a que somos expostos.
Ao contrário, porém, da minha visão otimista da coisa (vide post anterior), The Genetic Opera (que por sinal foi produzida pelo Deus do JRock, Yoshiki, ex-líder do X-Japan *detalhe importantíssimo para minha pessoa*) apresenta um olhar bastante sombrio sobre nosso futuro, escancarando a tendência humana à vaidade e ao descontrole, a ponto de nos alienar diante das facilidades do mundo moderno, explicitando, assim, *olha a ironia* exatamente aquilo que critiquei anteriormente: o vazio pelo exagero.
Tá... simplesmente AMO quando isso acontece! XD Quando minhas teorias caem por terra só pra me mostrar como as coisas podem ficar ainda mais interessentes. Não que eu já não tivesse uma leve idéia de que estamos todos condenados.... mas é quase prazeroso ser exposto à verdade dessa forma. Divertido de uma forma sádica, eu diria.
Esse filme, a meu ver, retrata como nenhum outro o momento em que nos encontramos: um show de horrores divertidíssimo.... e mesmo que você finja que se importa com as coisas horrendas lá fora.... nós sabemos que você só se importa com aquela pessoa que te olha através do espelho todas as manhãs e nós sabemos que você deseja intimamente poder mudar...não o mundo....mas a si mesmo.
Só espero que o terrível RepoMan não venha nos buscar um dia desses... porque...convenhamos...não parece meio óbvio que já estamos todos viciados na faca? De uma maneira ou de outra?

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Taboo

Ok. Sabe quando você assiste a um filme que te deixa completamente frustrado? Tanto que, por um breve momento, você vislumbra a realidade das coisas nesse mundo, e isso dói pra caramba?? Eu abri os olhos essa manhã com um pensamento fixo: preciso falar sobre Gohatto. EU PRECISO. Preciso colocar pra fora meu desespero e minha dor. *red alert* *red alert* Jaques vai começar a exagerar de novo.
Oras.... a essa altura do campeonato, já deveriam saber: eu nunca exagero, eu só me envolvo de mais. E esse é um filme que merece todo o envolvimento possível, pois transforma as pessoas.

Gohatto ("Taboo"), filme de 1999, dirigido por Nagisa Oshima, conta a história de Sozaburo Kano, um jovem que integra a milícia dos samurais ao final do período Shogun no Japão, período esse que já se encontrava enfraquecido pelas forças reformistas. Apesar de apresentar grande habilidade como espadachim, o que revela de fato seu poder diante dos demais samurais é sua incomparável beleza, que causa grande tensão entre os integrantes do grupo Shinsengumi, do qual faz parte.
Kano controverte todo o código honra samurai ao representar um personagem extremamente sensual e feminino na posição de um guerreiro capaz de enfraquecer e, até certo ponto, controlar os homens à sua volta. Ryuhei Matsuda fez um ótimo trabalho encarnando esse personagem tão frio e misterioso. As expressões em seu rosto se assemelham por vezes às de uma gueixa entediada, o que o torna ainda mais atraente aos olhos de seus companheiros.
Esse é um filme passível de várias interpretações, tanto do ponto de vista histórico (que poderia considerar Kano como um espião mandado para desintegrar a milícia), quanto do ponto de vista cultural (e aí entraria de fato o tabu, uma vez que estaria expondo a fragilidade da milícia samurai - maior exemplo de instituição japonesa - diante da beleza de um jovem), o que me leva a apontar um pequeno defeito com relação a sua estrutura. Há uma espécie de narração no estilo cinema-mudo nos primeiros 45 minutos do filme e depois essa narração..... some. O.o Weird. Outro problema foram as dicas sobre o enredo apresentadas nessas narrações, o que acaba direcionando a visão do telespectador, impedindo-o de fazer uma consideração mais ampla dos fatos. Isso dito, let's move on.
A gentchi sabemus que normalmente filmes asiáticos são bastante....sutis. Não espere que o enredo seja mastigado e cuspido na sua cara, porque ele não será. Na verdade, as explicações da narração me preocuparam exatamente por isso. Não se explica em palavras as ações de um filme como Gohatto. Penso que é bem mais uma questão de sentir, ou de analisar as expressões enigmáticas de cada personagem, aí está a verdadeira beleza do filme: o impenetrável. Da mesma forma, a combinação "frieza, crueldade e beleza" de Kano fez com que....bem.... eu não conseguisse desviar os olhos nem por um segundo.
Estão também presentes no elenco o fodástico Takeshi Kitano ("Zatoichi", "Brother"), como o vice-comandante Hijikata Toshizo, o ótimo Tadanobu Asano, como Hyozo Tashiro, o suposto amante de Kano (aqui devo admitir que não há imparcialidade, mim ser ta-ra-da por esse ator (Asano) desde que o vi também em Zatoichi, então pode ser que ele seja mesmo ótimo, ou pode ser que eu esteja cega pela paixão. XD) e Shinji Takeda, como o capitão Okita Soji , cujo trabalho eu não conhecia, mas que me impressionou consideravelmente.
E o final......ai. Simplesmente perturbador. A sensação de frustração segue o telespectador durante todo o filme, mas o final é a gota d'água. Foi o que mais me marcou, por explicitar tão dolorosamente a tragédia humana, a impossibilidade de união entre amor e poder. Metáforas visuais me enlouquecem de vez em quando, mas essa.....acredito que tenha causado o impacto desejado. Belíssimo. Tanto que inpirou Tarantino na cena do duelo entre a Noiva e O-ren Ishii, em Kill Bill Vol.1, mas essa é outra história.
Nossa....ainda tenho milhares de coisas a dizer sobre esse filme e o texto já está gigante! *chora* Então, pra finalizar (odeio isso), um ponto curioso: o filme foi baseado na novela histórica de Ryotaro Shiba, um dos historiadores mais famosos do Japão, assim, há quem diga que Sozaburo Kano realmente existiu.
Fica a sugestão... não, fica a EXIGÊNCIA. Gohatto é um dos poucos filmes que me fizeram odiá-lo com toda a alma, para logo em seguida amá-lo. É o tipo de sensibilidade que falta no cinema hoje.

Poster Americano


Poster Japonês

sábado, 10 de janeiro de 2009

Vampires will never hurt you

Ok. Vamos considerar por um momento alguns dos elementos que fazem de um filme......um bom filme. Direção, atuação, fotografia, roteiro e afins..... Considere, meu amiguinho leitor, considere tudo isso.... Pense na melhor atuação já vista por você no cinema, pense em paisagens impressionantes, roteiros inspirados e singulares, momentos e frases inesquecíveis, o verdadeiramente belo diante dos seus olhos, o peso do sublime em suas costas....
Pensou? Refletiu? Visualizou?
Ótimo! Agora mande tudo isso pro inferno. Senta aí e relaxa....
Hoje desejei ter 14 anos de novo. Ou talvez 17.... ;)
Assim poderia voltar do cinema sonhadora e realizada.... porque, mano, vamos combinar que é pra isso que o cinema serve: pra você se distanciar de si mesmo e caminhar curioso pra um mundo que não é seu....como Alice. Sim sim...como Alice na toca do coelho.
Uma paixão proibida entre um vampiro misterioso e atraente.... e uma mísera mortal.
Epaaaaaaaaaaa!!!!! Ah não, Jaques!!! Ah nãooooo!!! Você não vai falar de Crepúsculo!! Você não vai dedicar um post a esse Harry Potter wannabe!
Hum...oi? É você quem paga os consertos do meu fusca? Era você quem colocava gasolina no meu Passati?? Não, né? Então fica na sua!
Falo de Crepúsculo sim, porque afinal, patéticos todos somos, a única diferença é que alguns disfarçam bem.
Aiai....me acabei naquele cinema....fiquei deprimida....desolada. Não porque o filme é ruim. Meooo, é óbvio que o filme é ruim. Você tava esperando o quê? Mas não foi isso. Foi a sensação horrível de não conseguir mais apreciar dramas teens como antes! Queria ter podido gritar como o grupinho de meninas ao meu lado quando Edward Cullen entrou em cena! Me descabelar com uma declaração de amor irresistivelmente brega! hasuahsuahsuahuahsu
Oh céus.....devo admitir que ainda acho tudo isso muito divertido.... Gostei do filme ta? Gostei mesmooooo e falo pra quem quiser ouvir! Mas..... já não sinto a mesma satisfação de antes.
Fiquei deprimida porque, oh well, vampiros não existem. Mas que droga! XD

Anyway, como eu prometi pra Cláudia que iria postar a famigerada passagem que fez 11 entre 10 garotinhas (e mulheres de 21 anos...cof cof cof...) suspirarem..... aí vai:


Edward Cullen:
your sent, it's like a drug to me.... you, it's like you're my own personal brand of heroin.
Isabella Swan:
Why did you hate me so much when we met?
Edward Cullen:
I did, only because of wanting you so badly, I still don't know if I can control myself.

Sobre isso só tenho uma coisa a acrescentar:


DIE, ISABELLA SWAN, DIE, BITCH, DIEEEE!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!


Hum...talvez eu ainda seja capaz de surtar como uma adolescente histérica.....que alívio....XD

PS: o título do post é o nome de uma música do My Chemical Romance, sei que a Cláudia adora! Presente pra ela! ^^

domingo, 16 de novembro de 2008

Nerdezas e Nerdices

Odeio balada. Sério. 80% dos cidadãos que freqüentam baladas são criaturas desprovidas de qualquer aspecto interessante em suas personalidades. E, meu, vamos combinar que ficar pulando e suando no meio de um bando de gente sem graça ouvindo uma porcaria de música, ou melhor, não ouvindo m*** nenhuma, não é nem um pouco divertido.... pra mim, claro.
Música eletrônica me dá dor de cabeça. Detesto conversa de bêbado (principalmente bêbado universitário) e cheiro de cigarro (entre outras substâncias), então... no party for me.
Mas eu simplesmente amooooo dançar! E danço mal pacarai, infelizmente. Uma das coisas que eu mais adoro nessa vida é dançar pela casa quando estou sozinha! Coisa de nerd, dirão alguns. Coisa de nerd sem vida social.
Ahn... sério? Você descobriu isso sozinho?
Óbvio que isso é de uma nerdice sem tamanho! Mas faz parte de mim. XD Não tem NADA melhor do que pirar entre quatro paredes!

Lembro a primeira vez que assisti "Negócio Arriscado", na Sessão da Tarde (faz séculos isso) e vi a cena da dança. Fiquei gamada porque eu estava me vendo ali naquela cena! Sem pôr nem tirar! ahsuahsuahusa A gente até dançava parecido! ("a gente" = Tom Cruise e eu) . Fora que a letra da música era bem apropriada!
Oras, se o Tom Cruise pode, eu também posso!



Crianças, tentem isso em casa! Não irão se arrepender! XD

Just take those old records off the shelf
I'll sit and listen to 'em by myself
Today's music ain't got the same soul
I like that old time rock 'n' roll

Don't try to take me to a disco
You'll never even get me out on the floor
In ten minutes I'll be late for the door
I like that old time rock 'n' roll

Urrúúúúúú!!

domingo, 9 de novembro de 2008

It ain't over 'til it's over.

Eu não gosto de heróis. Eu não acredito mais neles. Na minha opinião, cada um deveria ser seu próprio herói. Aprendi já há algum tempo que não adianta esperar pelo resgate. Ele não vem. É claro que eu acredito na ajuda que uma pessoa pode dar à outra, no entanto, se alguém um dia te salvar, esteja certo de que essa pessoa será você mesmo. Parece auto-ajuda isso?
Que bom. Porque é. Essa sou eu me ajudando. Como pode alguém se intrometer nisso e dizer que é clichê, que é ridículo?
Eu tinha heróis. Eles se foram.

Ok. Too much drama. XD

Nem todos se foram... Hoje escutei a voz de um deles me dizendo coisas que vou levar por toda a vida. Palavras que me dão força quando (como hoje) estou prestes a desmoronar.
Mas quem é ele? Você se pergunta. Ha!

Ele é Rocky Balboa. Meu exemplo. Meu... hum... herói?
Ele não é Gandhi, nem Dalai Lama, nem Jesus Cristo.

Ele é só um lutador.



"What is it you said to the kid?
The world ain't all sunshine and rainbows. It's a very rough, mean place and no matter how tough you think you are, it will always bring you to your knees and keep you there... permanently if you let it. You, me, or nobody is never gonna hit as hard as life. But it ain't about how hard ya hit. It's about how hard you can get hit and keep moving forward. How much you can take and keep moving forward.
If know what you worth, go out and get it what you worth...


...but you gotta be willing to take the hit."


Pode ter certeza, I'm your kid, Rocky... always will be. XD

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Batman, at last.

The Dark Knight, finalmente. O filme mais esperado do ano (esperado por mim, claro, já que quem importa aqui sou eu! XD). Well.... sinto tremores pelo corpo. E isso nem sempre é sinal de boa coisa XD. Mas comecemos do princípio. Chego ao cinema, uma fila pavorosa! Em plena quinta-feira! Enfrento, destemida, a enorme nuvem de garotos nerds que se forma à minha frente. Compro o ingresso. Minha querida amiga Meiry, logo atrás de mim, se dirige ao guichê e.... "ESGOTADO". EU TINHA COMPRADO O ÚLTIMO INGRESSO! Mas é claro que eu me recusei a ver Batman sozinha. Após presenciar o desolamento que se formou em nossas faces e, em seguida, nossos gritos de pânico ("NÃOOOOOOO!!! NÓS TEMOS QUE VER BATMAN HOJE!!!!"), uma boa alma vendeu seu ingresso para minha amiga, e assim pudemos adentrar a sala. Sentamos em lugares péssimos! Terceira fileira de baixo pra cima, o que é inadmissível. Mas.....o homem-morcego merece esses esforços. Ao meu lado, um casal ninfomaníaco. Pensei: "Ok...talvez o batman não mereça tantos sacrifícios assim....mas o Coringa merece, com certeza." O filme começou.

Antes de qualquer coisa, porém, devo deixar claro: eu não possuo convicções ideológicas. Eu sou só mais uma ovelha acomodada que se enquadra perfeitamente nos moldes de nossa sociedade. Eu já falei sobre isso nesse blog. Eu realmente acredito que a rebeldia reafirma o sistema. E se às vezes eu desejo ser diferente, expressar idéias que (na minha inocência) eu penso ser originais, é só porque eu estou tão presa ao sistema que não percebo fazer parte do grupinho que se sente off, que se sente, digamos, fora da Matrix. XD Opa opa opa!! Peraí! A gente não tava falando de Batman, Jaques? Claro que sim! E só estou dizendo tudo isso por uma simples razão: o Coringa é um anarquista! E eu tenho uma péssima opinião sobre o anarquismo (vide razões acima e posts anteriores).

Então como sou capaz de adorar esse personagem?? De compreender seus atos?? De apreciar seu sadismo?? Hum... primeiro porque ele é bastante convincente... as pessoas são podres e o dinheiro...ah... o dinheiro.... como sentir pena de criaturas que têm como seu Deus pedaços de papel? Pra mim a melhor cena do filme é exatamente aquela em que o Joker coloca fogo em uma pilha absurda de dinheiro.

Mas essa não é a razão principal. Eu adoro o Coringa porque ele tem carisma. Razão óbvia e argumento fraco? Não sei, só sei que é por isso que eu gosto do Coringa, basicamente isso. Ele é um cara estranho sem propósito algum, ou, nas palvras de Alfred, alguém que só gosta de ver o circo pegar fogo. Mas pensando bem... quem é que não gosta? Carisma, baby... Nós todos temos um pouco de Coringa em nós, a única coisa que nos diferencia do vilão é que a nossa loucura é controlada; não somos capazes de sair por aí explodindo hospitais.

Quanto ao Homem-morcego, ele ainda está em meu coração! XD Um de meus heróis favoritos, o cavaleiro das trevas, um dos poucos heróis que, a meu ver, se reconhece hipócrita na maioria das vezes . Mas Christian Bale.... não é batman. Christian Bale é Bruce Wayne.... e só. Ele não me trouxe o Batman, ele só me trouxe a figura do Batman, que, apesar do óbvio ofuscamento causado pelo Joker, se manteve forte no filme.

Não vou avaliar aqui a atuação de ninguém, cada um que decida isso por si mesmo quando for ao cine. Se você conseguir sentir algo pelos personagens é porque os atores fizeram um bom trabalho. E note que minhas considerações são essencialmente a respeito dos personagens e não dos atores. Ou seja, Heath Ledger é ótimo, blablabla, muito já foi dito. O legal mesmo é assistir The Dark Knight e avaliar os personagens, esses sim são fera. Pouca atenção foi dada (por parte da crítica e dos telespectadores), por exemplo, ao Duas-caras, outro personagem incrível, um verdadeiro herói, se não fosse um vilão.

Mas hoje em dia.... qual é a diferença mesmo? XD

Batman ou Coringa? Hum.... será que eu posso ficar com os dois? XD

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Hancock - my kind of hero! XD

Eu não estava botando fé nesse filme..... Na verdade, fui assistir só por falta de opção melhor (ninguém mandou morar em Santa Bárbara d' Oeste - a cidade dos amaldiçoados ¬¬). Achava que ia ser maaaaiss um filme de super-herói, mais um filme no qual o anti-herói acaba fazendo uma boa ação no final da história, vira o "defensor da justiça" e todo mundo vai pra casa feliz.... *bocejo*
Mas "Hancock", estrelado por Will Smith, se mostrou uma história muito mais forte que isso! Começando pela dificuldade que temos em enquadrá-lo em um só gênero. Tem comédia, drama, ação e até romance, tudo misturado em um filme delicioso de se ver. O que me chamou mais a atenção foi o fato de ser um filme despretensioso, com uma mensagem incrível: é mais difícil se tornar humano que herói.
A história se passa em Los Angeles, considerada uma das cidades mais violentas dos EUA, que tem como único herói John Hancock, ser imortal que só pensa em beber e dormir. Ele não tem o mínimo interesse em salvar pessoas, e só interfere pra piorar a situação, o que leva os habitantes da cidade a desejar sua partida. Até aí tudo bem, o típico anti-herói... A reviravolta se dá quando um relações-públicas (salvo de ser esmagado por um trem pelo herói) resolve melhorar a imagem de John, convencendo-o a se entregar à polícia pelos danos causados à cidade devido à sua sempre "explosiva" interferência. É na prisão que Hancock muda seus hábitos, mas sempre mantendo o ar de indiferença que caracteriza o personagem.
Claro que eu não vou ficar aqui contando o filme todo, mas é muito interessante notar o tom de paródia presente em "Hancock" (a sátira mais óbvia é com relação aos X-men). John é um (péssimo) herói que se torna humano, e não o contrário. E é exatamente isso que o diferencia, ele não tem idéia de qual seja sua missão simplesmente porque ele não tem idéia de quem ele seja. Podem até considerar o final meio manjado, mas isso não tira a graça do filme!
Recomendo mesmo! E a trilha sonora é divertidíssima!! Blues, rock, hip hop, tudo bem encaixado nos diferentes tipos de cena (ação, drama, etc.). Adorei! Mas como eu disse, é despretensioso. Não adianta irem ao cinema esperando uma obra-prima, ou vão se decepcionar.

Ah, e só pra constar, o filme desagradou grande parte dos críticos norte-americanos... bah.... to ligando muito pra isso...



“Existem Heróis… Existem super-heróis… E existe Hancock.” XD Caso encerrado.

sábado, 17 de maio de 2008

Artistas fodásticos - Steve Buscemi

É uma pena que as pessoas não possam escolher quem elas são. Sabe aquela história de "a sua felicidade só depende de você..."? Uma das grandes mentiras universais. Eu gostaria muito de ser aquela pessoa que dá valor às coisas que possui, que consegue ver além do próprio umbigo. É.... seria legal. Mas não sou essa pessoa, definitivamente. E olha que eu tenho um sério problema de identidade. Eu não sei do que eu gosto, não consigo me definir nem no "quem sou eu" do orkut. @_@ Pelo menos eu sei quem eu NÃO sou.... *acho*.
Quarta-feira eu assisti "A Ilha" (ótimo filme, recomendo) e tive um lampejo existencial (é... eu tenho isso sempre... hasuhasuhaush) e foi tudo graças ao Steve Buscemi, esse ator que eu acredito ser uma raridade no mundo do entretenimento. Adoro a cara de doente dele. É aquela cara de quem já viu e passou por tudo nessa vida. E o mais legal é que ele sempre faz participações pequenas nos filmes, mas que são cruciais. Acho que a primeira vez que vi ele atuando foi no filme "A balada do pistoleiro", de 1995. E ele é o cara. Os personagens que ele representa são os melhores. Ouso dizer que o amigo aqui é a voz dos tempos modernos. *_* Steve Buscemi rulezzzzzzz^^



Lincoln Six-Echo (Ewan McGregor): "É, eu nunca gostei dele..."
McCord (Steve Buscemi): "Ele tem o que a gente chama de 'complexo de Deus'."
Lincoln Six-Echo (Ewan McGregor): "O que é Deus?"
McCord (Steve Buscemi): "Deus? Sabe quando às vezes você fecha os olhos e pede por alguma coisa que você precisa muito? Deus é o cara que te ignora."

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Rocky e a máfia chinesa me tirando do sério (em todos os sentidos)

Já faz um tempo que eu não me empolgo com o cinema. O último filme que mexeu mesmo comigo, me arrepiou a coluna, me deu um frio na espinha, me fez sentir aquela coisa estranha (o.Õ) que a gente sente de vez em quando e não sabe de onde veio nem porquê foi "Rocky Balboa", o último filme da saga "Rocky - um lutador". É, eu sei. Um dos ícones dos brucutus, como diria o Jovem Nerd, mas ainda assim, um dos poucos personagens que me convencem. O Rocky vai lá, simplório como sempre, e faz o que ele acha que é certo, melhor dizendo, ele faz o que ele tem vontade. Sim, eu invejo o Rocky. Ele é cool. Se eu o invejo porque ele é cool? É. É bem isso.
E eu tava aqui na net, feliz da vida, lendo toda a porcaria que eu encontrava pela frente, quando me deparei com um texto falando sobre o porquê de os socialistas odiarem o Rocky Balboa. Aff! (*_*) Fui lendo.... Eu deveria citar aqui de onde saiu o texto, mas nem vou, isso realmente não importa. Pensei, no início, de que se tratava de um ódio mortal pelo terrível Rocky 4, já que esse filme envergonha toda a saga Rocky com aquela historinha de Estados Unidos X União Soviética. Mas não! Nãoooooo! Ele fala do personagem em si. Um exemplo de individualidade. Nas palavras do autor: "O tema principal do filme não poderia ser mais claro: o indivíduo consegue ser bem sucedido não importam as condições - desde que ele se esforce com determinação e suor (...) E é justamente isso que enerva os Esquerdistas."
Então refleti comigo mesma:
Que merda é essa?? o.Õ Será que o cara pelo menos assistiu ao filme? Bem-sucedido? Onde, fio de Deus? O Rocky começa a ganhar dinheiro só no terceiro filme e mesmo assim perde tudo depois.... ele não é prova p.... nenhuma de que o ser humano pode "triunfar economicamente" pelos seus esforços individuais..... Esse cidadão tá achando pêlo em ovo! *_* O Rocky é só um cara que apanha e levanta, apanha e levanta, apanha e levanta.... e é isso. O mundo é um lugar ruim e só assim você vai sobreviver... apanhando e levantando. Eis a minha análise existencialista de "Rocky". ^_^


É.... Rocky é capitalismo na veia, manooo!!!

E putz..... nem era disso que eu ia falar quando comecei a escrever.... eu ia falar de um filme brasileiro a ser lançado em 2009, chamado "Plastic City", dirigido pelo cineasta Yu Lik Wai, e parece que a coisa vai ser boa.... segundo o diretor, o filme vai mostrar a visão que ele tem da cidade de São Paulo (na São Paulo do cara neva! E no enredo tem a máfia chinesa rivalizando com a máfia cubana em solo brasileiro!) Eita! Que esse negócio vai ser bom! ^^ Uma viagem e tanto! À la Kill Bill. Só espero que não me apareçam análises do tipo "a máfia chinesa representa aqui a ascensão de um país do terceiro mundo em contraposição a conformidade dos países latino-americanos". *_* Jesus, joga a bóia!

Eis uma ótima razão para esperar ansiosamente por "Plastic City" (análises sócio-filosóficas nietzscheanas à parte): Odagiri Jo, esse ator japonês super kawaii^^ vai interpretar o líder da gangue chinesa em questão. Já vi ele atuando em "Azumi" e o cara é muito bom mesmo! Agora é só esperar!^^


domingo, 6 de abril de 2008

O Horror! Oh! O Horror!

Já foi dito num post anterior (num post posterior é q não poderia ter sido) o porquê de eu ir ao cinema. E se tem uma coisa que me magoa profundamente é quando alguém fala mal da "indústria". É.... a "indústria". A máfia hollywoodiana, responsável por todo lixo, mas também por toda a magnífica baboseira que os filmes nos proporcionam. Oh! Como é belo ouvir o som da lâmina cortando, assistir ao sangue escorrendo, presenciar todo o glamour do mal comendo um saco de pipoca doce. Ahhh.... o êxtase. ^_____^
É por isso que eu digo que não há nada melhor que um bom filme trash. Note-se que há "bons" filmes trash e há "péssimos" filmes trash. O que os diferencia? Enquanto os bons filmes trash conseguem ser grotescos, engraçados e marcar época devido à suas frases de efeito e/ou trilhas sonoras e personagens fodásticos, os péssimos filmes trash simplesmente... são mal feitos.
3 exemplos:


1 - Brinquedo Assassino 2 (Child's Play II - 1990) - porque todo trash que se preze precisa ter no mínimo 27 continuações.... ^_^

esse é exemplo clássico de um bom filme trash.... genial porque simplesmente acaba com a visão inocente que alguns podem ter desse nosso mundinho podre.... vamos encarar a realidade: esse é um mundo onde bonecos assassinos vão pegar você desprevenido e querer se apossar do seu corpo! ^-^


Chucky: [to Andy] Snap out of it! You act like you've never seen a dead body before!


2 - Os Garotos Perdidos (The Lost Boys - 1987)

Eis outro filme trash digno de menção! Não é todo dia que você se depara com um grupo de vampiros punks! hohohohohohooooo Isso é o que eu chamo de ser outsider..... very good indeed, sir. ^_^ Trilha sonora: nuossaaa! E o Kiefer Sutherland como líder dos vampiros! haushausaushas Sensacional!


Alan Frog
: We don't ride with vampires.
Sam Emerson: Fine, stay here.
Edgar Frog: We do now.
Alan Frog: Oh yeah.


3 - Jogos Mortais (Jigsaw - 2004)

aiai.... vamos dar valor à vida....


E NÃO ASSISTIR A ESSE FILME. "Considerado o melhor filme de serial killer desde Seven" ??? Ah, dá um tempo... "Seven" não é trash, mas é um ótimo filme. Agora "Jogos Mortais"? Mortes violentas, partes de corpos..... muito sangue.... e....? o.Õ qual é a desse filme? Não tem nada! Só uma "moral da história" mais do que babaca no final.... esse é trash... dos ruim memo!!


Eu poderia citar mais alguns que não fossem necessariamente terror/trash, só que o post já ta longo.... de qualquer forma, revendo esses filmes eu posso afirmar que bom mesmo não é ser ruim.... bom mesmo é ser bom!! até quando é ruim... ^_^

quinta-feira, 20 de março de 2008

O charme do mau gosto

Sabe aquela coisa tão horrível que você simplesmente não é capaz de desviar o olhar? Um fato chocante, ultrajante, desprezível? É.... aquele acidente de moto com miolos espalhados pelo asfalto.... ou aquele crime hediondo ocorrido nas proximidades do seu bairro. É impossível ficar indiferente diante do grotesco. Ele fascina porque é um tapa na cara de tudo aquilo que acreditamos e seguimos. "O quê? O que aconteceu? Quem morreu? Trinta e seis facadas? Que horror! Mas quando foi isso? Mas quem era o cara? Nossa! Sério?"
Admita. O seu interesse está aqui.
Ontem me disseram que "Rambo" é um péssimo filme. (Ah, Jaques.... vai dizer agora que Rambo é um ótimo filme? *_*) Não vou. Mas também não vou dizer que é péssimo. Já que admitir que você tem um problema é o primeiro passo para a cura, vou admitir que eu costumava achar esse um filme ridículo. Qual é a do cara com a metralhadora?*_* Eu não tenho idéia. É simplesmente isso, ué! Um cara com uma metralhadora. "Ah, então não vamos perder nosso tempo assistindo essa porcaria, já que ela não contribuirá em nada para o desenvolvimento de nosso senso crítico...."
CUMA??? *_* É pra isso que você vai ao cinema? Pra desenvolver seu senso crítico? Eu vou pra viver tudo aquilo que eu não sou! Eu vou porque eu não suporto ser "eu" às vezes. Basicamente isso.
Fui com a Patrícia *a iluminada* assistir Rambo IV no cinema esses dias.... e ouvi Sylvester Stallone proferindo palavras que poderiam muito bem ter saído da minha cabecinha e até postadas aqui. Me identifiquei. (aff... não acredito que usei essa expressão....) De qualquer forma, percebi que Rambo sou eu, Rambo é você, Rambo é o mundo.... e eu não tô nem um pouco a fim de julgar o cara fortão com a metralhadora.... ele não tá preocupado em modelar minha mente e orientar minhas ações.... ele deixa isso a cargo dos filmes respeitáveis.
E assim, ganha o meu respeito.

"Quem são eles pra me julgar? Quem são eles?? A menos que tenham sido eu e tenham estado onde estive, eles não têm idéia do que estão falando!" (Rambo - "First Blood" - 1982)