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domingo, 30 de maio de 2010

Odd pleasures

Depois de muito tempo de ócio (criativo e não-criativo), resolvi voltar ao blog, pra ver se ainda sou capaz de escrever mais que duas linhas coerentes sobre minha patética vida (única coisa requisitada no Twitter..... ou não.)

Eu realmente acredito que quanto mais eu twitto, menos eu penso. E isso me preocupa. Por essa razão ( e porque minha amiga Meiry me disse que já ta de saco cheio de vir aqui e não ver atualização nos posts), resolvi deliciá-los, meu adoráveis e i-n-u-m-e-r-á-v-e-i-s leitores, com minhas infindáveis palavras de sabedoria.

Tá. Parei.

O que eu queria mesmo dizer (e sempre perco o foco) é que hoje fui a um evento de anime aqui na cidade vizinha e fiquei pensando em como o pessoal que frequenta esse tipo de convenção é absurdamente fetichista. Sim, o pessoal que frequenta esse tipo de lugar, *tosse* não eu *tosse*.

A começar pela volúpia absurda causada pelas famosas orelhinhas de gato utilizadas com frequencia pelos transeuntes. Orelhas de gato, caudas, coleiras... fantasias e visual exagerado... é praticamente um evento sadomaso light.

Não que isso seja ruim. De forma alguma.

Só estou comentando que é interessante observar esse tipo de comportamento porque, convenhamos, todo comportamento fora dos padrões é como um acidente de carro na rodovia: VOCÊ SIMPLESMENTE NÃO CONSEGUE DESVIAR O OLHAR.

Além de ser simplesmente maravilhoso que outras chamadas "tribos urbanas" costumem frequentar esse tipo de evento apenas por se considerarem aceitas naquele meio de "gente doida", como diz minha mãe. É como se as convenções sociais não se aplicassem ali, e assim vários grupos de pessoas não-aceitas pudessem partilhar um mesmo espaço de liberdade.

E é interessante como esse tipo de prazer é visível na expressão das pessoas que extravasam através do visual. É como um alívio por estar entre seus iguais. Ou talvez um alívio por poder colocar pra fora o estranho ser que habita no interior de cada um de nós. Aquele monstrinho que precisa sair, ou acaba nos sufocando.



Será que faço mal em alimentar meu monstrinho com mais frequencia que a maioria das pessoas?

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Miyavi - Live 13/10/09 - São Paulo

VI A BEESHA LOKA DEEVA DE PERTOOOOOO!!!!!!!!!!!!



>> risca da lista de "Coisas a fazer antes de morrer".

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Melancolia da madrugada


- É estranho.... que as estrelas pareçam tão bonitas...mesmo eu estando tão triste...

- Elas não enxergam nada...olhando pra baixo lá de cima... nós não passamos de minúsculos grãos de areia...

Samurai Champloo


Me emociona profundamente toda vez que assisto, e toda vez que escuto essa passagem em particular (incluindo esse exato momento *2 e 15 da manhã*)... e é razão o bastante para que eu a indique...

Uma série de animação de sensibilidade absurda...

Mais que recomendada.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Top 5 no elevador

Demorei, mas voltei. *alguém perguntou?*

Estava com uma preguiça de proporções homéricas por esses dias... e pensar doía. Não que eu pense muito pra escrever nesse blog...*tosse*

Anyway....perambulando pelo Facebook (estou num período de desintoxicação do orkut >> não que esteja funcionando, oi), encontrei o seguinte desafio:


Pensar em 5 celebridades com as quais você gostaria de ficar preso num elevador...hum....que interessante.....

Confesso que tive uma certa dificuldade em selecionar apenas 5 *tosse*, já que eu queria bandas inteiras presas comigo em um elevador (e é fato que espaço restringido aumenta as possibilidades), mas por fim, consegui chegar a um consenso. Estou considerando, obviamente, que eu não vou passar muito tempo "conversando" com essas pessoas, já que se esse fosse o caso, a lista seria muito diferente! XD
E aí vai:

1º lugar - Isshi (vocal da banda Kagrra,)


Primeiro lugar porque ele é uma divindade asiática...>.< é simplesmente impossível pra um ser humano ter talento e beleza nessas proporções!

2º lugar - Reita (baixista da banda The GazettE)

Uma tara totalmente inexplicável. Gosto e não tenho nenhum motivo sensato pra isso.

3º lugar - Ruki (vocal da banda The GazettE)



MEU ÍCONE FASHION, OI. Quando crescer, quero ter metade do senso estético dele! *.*

4º lugar - Jay Kim (vocal da banda The Trax)


A voz mais doce que eu já ouvi na vida.

5º lugar - Nao ( baixista da banda Kagrra,)

Um músico extraordinário!


Olha só...agora que eu notei que só deu baixista e vocalista nessa lista *choque total...not.* ....Freud explica. XD

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Fotinha random numa madrugada de terça


Porque o blog é meu e eu posto o que eu quiser! >.<


Ruki, vocalista da banda japonesa The GazettE

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Perfect *.*

Nao, baixista da banda Kagrra,


My "dream boy"....... *.*


Yes, I have a pretty boy obsession..... *.*

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Sobre Deus e Manicômios.....XD

Então né..... eu tenho alguns "japanese gods" na minha lista de deuses supremos do universo que, bem, são os principais culpados pelo meu ateísmo de vitrine. É....porque ninguém é ateu de verdade, essa é minha teoria. Se você tem medo (e todo mundo tem medo), se você tem ódio (e todo mundo tem ódio), se você amaldiçoa alguém ou alguma fumaça estranha que paira sobre nossas cabeças pelas coisas que simplesmente fodem sua vida (e todo mundo faz isso), você, meu amigo, acredita em Deus. Pode não chamá-lo de Deus, mas mano, você acredita nele. E algumas pessoas precisam vê-lo, precisam senti-lo, precisam passar a mão na bunda dele(s) pra aumentar a própria fé. E é aí que você me encontra. Oi. Os "japanese gods" me alucinam, me afligem, me causam desespero e hemorragia nasal. E eles são só pessoas! Imagina se eu me deparo com uma divindade mesmo.....uia! Sou capaz de amarrá-la no pé da minha cama e nunca mais soltar! Tal é minha necessidade por perguntas e, conseqüentemente, respostas. Quem sou eu?? De onde vim?? Responda agora ou eu te bato com um chicote! XD
Mas, cof, deixando de lado a SMBD por um instante....estou escrevendo isso tudo apenas para explicar por que de vez em quando aparecem umas fotos estranhas por aqui....XD

Tipo essa:

Ou essa:

Ou meu "japanese god" mais cool ever:

Por quê? Porque todos precisam acreditar! Quem sabe você surta um dia e começa a achar que seus sonhos servem pra alguma coisa? E que você, estranhamente, não precisa ser igual dentro do diferente, nem vice-versa.
Just believe, my friend, you gotta believe..... já diziam os sábios profetas da Disney.
Caso encerrado.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Taboo

Ok. Sabe quando você assiste a um filme que te deixa completamente frustrado? Tanto que, por um breve momento, você vislumbra a realidade das coisas nesse mundo, e isso dói pra caramba?? Eu abri os olhos essa manhã com um pensamento fixo: preciso falar sobre Gohatto. EU PRECISO. Preciso colocar pra fora meu desespero e minha dor. *red alert* *red alert* Jaques vai começar a exagerar de novo.
Oras.... a essa altura do campeonato, já deveriam saber: eu nunca exagero, eu só me envolvo de mais. E esse é um filme que merece todo o envolvimento possível, pois transforma as pessoas.

Gohatto ("Taboo"), filme de 1999, dirigido por Nagisa Oshima, conta a história de Sozaburo Kano, um jovem que integra a milícia dos samurais ao final do período Shogun no Japão, período esse que já se encontrava enfraquecido pelas forças reformistas. Apesar de apresentar grande habilidade como espadachim, o que revela de fato seu poder diante dos demais samurais é sua incomparável beleza, que causa grande tensão entre os integrantes do grupo Shinsengumi, do qual faz parte.
Kano controverte todo o código honra samurai ao representar um personagem extremamente sensual e feminino na posição de um guerreiro capaz de enfraquecer e, até certo ponto, controlar os homens à sua volta. Ryuhei Matsuda fez um ótimo trabalho encarnando esse personagem tão frio e misterioso. As expressões em seu rosto se assemelham por vezes às de uma gueixa entediada, o que o torna ainda mais atraente aos olhos de seus companheiros.
Esse é um filme passível de várias interpretações, tanto do ponto de vista histórico (que poderia considerar Kano como um espião mandado para desintegrar a milícia), quanto do ponto de vista cultural (e aí entraria de fato o tabu, uma vez que estaria expondo a fragilidade da milícia samurai - maior exemplo de instituição japonesa - diante da beleza de um jovem), o que me leva a apontar um pequeno defeito com relação a sua estrutura. Há uma espécie de narração no estilo cinema-mudo nos primeiros 45 minutos do filme e depois essa narração..... some. O.o Weird. Outro problema foram as dicas sobre o enredo apresentadas nessas narrações, o que acaba direcionando a visão do telespectador, impedindo-o de fazer uma consideração mais ampla dos fatos. Isso dito, let's move on.
A gentchi sabemus que normalmente filmes asiáticos são bastante....sutis. Não espere que o enredo seja mastigado e cuspido na sua cara, porque ele não será. Na verdade, as explicações da narração me preocuparam exatamente por isso. Não se explica em palavras as ações de um filme como Gohatto. Penso que é bem mais uma questão de sentir, ou de analisar as expressões enigmáticas de cada personagem, aí está a verdadeira beleza do filme: o impenetrável. Da mesma forma, a combinação "frieza, crueldade e beleza" de Kano fez com que....bem.... eu não conseguisse desviar os olhos nem por um segundo.
Estão também presentes no elenco o fodástico Takeshi Kitano ("Zatoichi", "Brother"), como o vice-comandante Hijikata Toshizo, o ótimo Tadanobu Asano, como Hyozo Tashiro, o suposto amante de Kano (aqui devo admitir que não há imparcialidade, mim ser ta-ra-da por esse ator (Asano) desde que o vi também em Zatoichi, então pode ser que ele seja mesmo ótimo, ou pode ser que eu esteja cega pela paixão. XD) e Shinji Takeda, como o capitão Okita Soji , cujo trabalho eu não conhecia, mas que me impressionou consideravelmente.
E o final......ai. Simplesmente perturbador. A sensação de frustração segue o telespectador durante todo o filme, mas o final é a gota d'água. Foi o que mais me marcou, por explicitar tão dolorosamente a tragédia humana, a impossibilidade de união entre amor e poder. Metáforas visuais me enlouquecem de vez em quando, mas essa.....acredito que tenha causado o impacto desejado. Belíssimo. Tanto que inpirou Tarantino na cena do duelo entre a Noiva e O-ren Ishii, em Kill Bill Vol.1, mas essa é outra história.
Nossa....ainda tenho milhares de coisas a dizer sobre esse filme e o texto já está gigante! *chora* Então, pra finalizar (odeio isso), um ponto curioso: o filme foi baseado na novela histórica de Ryotaro Shiba, um dos historiadores mais famosos do Japão, assim, há quem diga que Sozaburo Kano realmente existiu.
Fica a sugestão... não, fica a EXIGÊNCIA. Gohatto é um dos poucos filmes que me fizeram odiá-lo com toda a alma, para logo em seguida amá-lo. É o tipo de sensibilidade que falta no cinema hoje.

Poster Americano


Poster Japonês

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Santa is coming.......... rooonnnccc

Ah.....o Natal......que época linda......acho que vou dormir.......me acorde quando terminar.

Fico preguiçosa e deprimida em Dezembro......... provavelmente postarei coisas idiotas durante esse mês...... isso se eu postar alguma coisa.......hum......ta, jaques......e o que isso tem de novo? Bem.......vê esse número insano de reticências? Serão recorrentes...... Sentiu o drama?
Então hoje só vou deixar uma sugestão de banda.... Abingdon Boys School. Essa é uma banda japonesa que tem como grande influência o Radiohead (medo!) e usam recursos computadorizados para criar grande parte dos arranjos (achei doido isso, no bom sentido, obviamente). Isso porque é bem incomum pra uma banda de Visual Kei substituir integrantes por computadores. Anyway... amei, adorei, babei.... Takanori Nishikawa....bjosmeliga. XD
E detalhe: a abertura fodástica do animê D. Gray Man é deles.

Uma fotim dos integrantes *agarra, morde e lambe*


E a abertura do animê pra vocês ouvirem os moçoilos e comprovarem o que eu digo (o nome da música é Innocent Sorrow):




Céus....acabei de me dar conta de que nunca dediquei um post ao Gazette! Falarei deles num futuro próximo....e da minha paixão doentia pelo vocalista...Ru-chan...^^

E tentarei me controlar no uso das reticências..........lalala....................

domingo, 5 de outubro de 2008

Making myself beautiful

Algumas pessoas acreditam que a verdadeira beleza vem de dentro....

.... outras sabem a verdade. ;)

Lembro bem quando a fase "Nirvana" estava chegando ao fim e eu comecei a dar mais atenção ao "Hole". Havia uma música em especial, "Reasons to be beautiful", da qual eu gostava sem saber por que. A (então) fodástica Courtney Love berrava aos prantos "Hey! Give me a reason to be beautiful! (...) and I will make myself so beautiful...". E aquilo parecia despertar pra algo bem mais sério, que eu só fui perceber anos depois.

Será que a verdadeira beleza existe? Será que existe "uma" beleza verdadeira?

Eu gosto de pensar que não. XD

Às vezes penso que toda beleza é artificial. Talvez seja porque eu goste de artificialidade.
Isso soou estranho! ahsuahsuahss Mas é verdade. Acho que a maioria das pessoas se sente assim, só não percebe isso.


Exemplos clássicos de bizarrices que eu considero simplesmente deslumbrantes:

PS: são todos homens ;)

Uruha - guitarrista da banda japonesa The Gazette

Mana-sama - ex-guitarrista da banda japonesa Malice Mizer (atual guitarrista da banda Moi dix Mois)


Miyavi - ex-guitarrista da banda japonesa Due'le Quartz, atual carreira solo

Se eles não se produzissem assim, eles seriam apenas.....hum... homens?
E que graça isso teria ???

Não acho que exista uma beleza totalmente livre de artifícios.... as pessoas inventam a si mesmas a cada dia, elas se constróem a cada momento. Se não fosse assim, conheceríamos intimamente cada pessoa que cruza nosso caminho. Mas isso não acontece. Eu até posso dizer que amo alguém, mas não que eu o conheço. Eu não conheço ninguém... E o chamado Visual Kei assumido por grande parte das bandas de rock japonês é o mais claro exemplo dessa representação que fazemos de nós mesmos.

Assim, proponho um brinde à artificialidade! Eu prefiro me afogar em um oceano de ilusões fabulosas anyday, anytime, honey....

Give me a reason to be beautiful.... and I'll give you J-rock. XD


sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Momento "Freud explica..."



Yaoi



Definitivamente, tem algo de muito errado comigo... XD



sexta-feira, 23 de maio de 2008

Boys will be girls with no warning....

Hum..... não tenho nada pra falar hoje não..... exceto que eu gosto de ficar olhando pra essa imagem por alguma razão obscura que nem Freud explica..... It' s my choice of anasthetic.....^^


Ruki and Reita, of course I love you and OF COURSE it's what's inside that matters.... ^^

quarta-feira, 30 de abril de 2008

Harajuku Fashion II

Eu e a moda Harajuku mais uma vez! Não enjôo. Adorooooo!
Será que eu nunca vou amadurecer? E parar com essa mania de superestimar a imagem? Hum.....

*pensando por alguns segundos*

Naaaaahhhh!! Já dizia o Satan de Álvares de Azevedo: a verdade é uma ilusão, a glória é fumaça! Eu escolho (não sempre, mas na maioria das vezes) estilo e não conteúdo. E que atire a primeira pedra quem nunca desejou ser outra pessoa, nem que por um milésimo de segundo!^^




É um homem? É uma mulher? Quem liga??? Hot!!! ^^



Adorei essa roupa! É o tipo de coisa que eu usaria sem medo de ser feliz! ^________^

quinta-feira, 13 de março de 2008

Moda Harajuku

Em janeiro de 2000, uma comissão do governo japonês publicou um relatório que resumiu as principais metas para o Japão no século XXI, concluindo que a cultura japonesa dá valor demais à conformidade e à igualdade, apontando como exemplo os uniformes azuis-escuros idênticos usados pelos colegiais japoneses, que encobririam qualquer traço de individualidade.
Penso eu que os jovens não receberam o memorando.... ou receberam e levaram tão a sério que piraram de vez na busca pela individualidade. E já que a loucura depende muito dos olhos do louco que vê, eu vejo aqui uma piração muito da interessante.
Já que é pra ser diferente, vamos chutar o balde! E dar um nome pra isso.

Harajuku Fashion



Já dizia um antigo ditado japonês: "Prego saliente, o martelo ajeita." A não ser, é claro, que eu entorte esse prego de tal forma que não haja como endireitá-lo! A moda Harajuku entorta o prego até o limite da insanidade!

(Que besteira foi essa agora? Insanidade tem limite? *_*)

Mas já que entortar faz bem pra alma (pelo menos pra minha), eu não reduziria esse estilo à batida rebeldia (vide post anterior), mas à uma forma mais que da hora de aceitar a relatividade das coisas (quê?). É, sabe.... ^_^ eu posso ser o que você acha que eu sou.... ou não.