segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Momento Tenso 0.O

Por motivos de força maior, fui à missa na semana passada. Geralmente eu apenas me sento em um banco mais afastado e deixo minha mente viajar sem restrições enquanto o padre fala sobre coisas que eu tenho certeza que já ouvi antes. Penso sobre música, diálogos imaginários e cenas para histórias que eu gostaria de escrever. Me levanto quando os outros se levantam, finjo cantar algum hino religioso e mantenho a cara de paisagem característica de 99% das pessoas que frequentam a igreja.
Eu acredito no poder superior, sim. Só não acho que preciso estar naquele lugar específico para ser ouvida (ou ignorada). De qualquer forma, não é esse o ponto do post.
O ponto é: antes da celebração começar, fui ao banheiro, e para tal, tive que cruzar uma das salas de catequese da paróquia.
Que as divindades asiáticas me acudam!! Foi o deja vù mais obscuro e pavoroso que eu tive em anos!
Eu sempre DE-TES-TEI ir às aulas de catequese! Era o pior martírio que poderiam me impor, me obrigar a passar duas horas semanais dentro daquela salinha, rezando terços e discutindo com outros pré-adolescentes sobre a importância de se ir à missa e participar de TODOS os eventos relacionados à igreja, além de reafirmar a supremacia do catolicismo (ainda que de forma implícita).
Fui caminhando entre as carterias vazias e pensando sobre a ENORME quantia de culpa que os catequistas nos faziam sentir naquela época. E, obviamente, um pequeno episódio me voltou a mente. A fatídica primeira vez em que ouvi a palavra "masturbação". Obviamente eu já sabia o que era, mas nunca havia ouvido alguém "nomear" o ato. Era uma "aula" dedicada à educação sexual, ou algo que o valha... anyway, alguém perguntou o que a palavra significava e a catequista, depois de uma explicação esdrúxula, nos apontou ca-te-go-ri-ca-men-te que aquilo era pecado! PECADO!! e portanto, queimaríamos no fogo do inferno se praticássemos tal ação.(ok, ela não disse com essas extas palavras, mas foi perto o bastante)
Agora visualizemos a cara desses pré-adolescentes, 12,13 anos, ao ouvir tal coisa..
*pausa para visualização*
Culpa.
Culpa estampada nas testas de cada um *inclusive na minha*. Aquele foi com certeza um dos momentos mais tensos da minha juventude. Ah o impacto de se descobrir um pecador...
E eu revivi toda a cena e toda a "sensação" naqueles breves segundos em que cruzava a pequena sala em direção ao banheiro.
Silêncio total na classe.
Acho que o menino Jesus chorou naquela noite. xD

sábado, 16 de janeiro de 2010

Ouvindo pop-rock e me odiando por isso

Alguém por favor diga para meus hormônios adolescentes que eu já não sou mais uma adolescente?

E alguém por favor me diga se é possível ter uma crise de meia-idade aos 22?

Que há mais que uma boa razão para eu não usar mais lacinhos cor-de-rosa na cabeça nem vibrar feito uma tiete diante de um guitarrista atraente de talento duvidoso?

Que já não devo mais assistir desenhos nem me fantasiar de meu personagem favorito pelo puro prazer de adentrar um mundo de ficção e beleza?

Que não devo ansiar pelo ócio e pela música, como se fossem as coisas mais interessantes do mundo?

Que a individualidade é uma ilusão?

Alguém por favor me diga... que eu não devo mais me importar... com tudo aquilo que eu amo?

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Algumas palavras de sabedoria (ou não.)

... antes que o ano termine:

Eu mal vi esse ano passar. Sério. Foi um ano relativamente tranqüilo (com exceção do último mês) e não posso dizer que será memorável nem nada do tipo. Não tive epifanias nem choques muito bruscos que me fizeram repensar a vida ou refletir sobre inutilidades existenciais. Ok, em um momento ou outro, confesso que senti a amargura da rejeição e falta de confiança que, por vezes, me ronda a mente. Mas nada que diferenciasse esse de qualquer ano anterior.
E como em todos os outros anos, eu não deixei de observar as pessoas à minha volta. Suas ações e seu comportamento. Não, eu não faço isso para julgá-las, porque se me propusesse a tal, teria que julgar a mim mesma, e não me sinto apta nem disposta a nenhuma dessas tarefas. Eu gosto de observar as pessoas pela capacidade que elas têm de se mostrarem tão fascinantes e surpreendentes (para o bem e para o mal). E principalmente, gosto de observá-las pra me encontrar nelas, em suas idéias e opiniões, suas revoltas e suas paixões, e em sua futilidade e ignorância. E tentar fazer algo a respeito.
Não gosto de pensar que me defino pelo que os outros pensam de mim, mas pelo que eu espero deles, observando as características boas e más de cada um e tentando incorporá-las ou rejeitá-las em minhas próprias atitudes. Em geral meus colegas e amigos me constituem mais, porque essas são as pessoas a quem me atenho mais tempo observando.
Observo, por exemplo, os que são simplesmente maníacos por análise, completamente incapazes de discutir uma cor de esmalte em toda sua frivolidade. E aprendo com eles. Aprendo também com os meus colegas insatisfeitos e reclamões, e os admiro por sua capacidade de adaptação mesmo conscientes (extremamente conscientes) da insignificância da aprovação alheia. Percebo amigos meus aceitando quietos suas obrigações, mas também os vejo lutando quietos por seus objetivos pessoais, sem alarde. E os respeito muito por isso. Observo os que são capazes de encontrar alegria e satisfação plenas em pequenos prazeres culposos. E os felicito. Os que mentem bem. Os que mentem mal. Os ausentes e fiéis. Os presentes e preconceituosos. Os virtuais, em toda sua magnitude e mistério, compartilhando seus conhecimentos e impressões sobre tudo e sobre nada.
Observo porque assim convivo melhor. Com cada um levando consigo uma parte de mim, enquanto eu levo comigo uma parte deles, mesmo que incoscientemente, mesmo que conformada. Cada um sendo exatamente quem é. O que nem sempre me agrada. Cada um me fazendo questionar o bom e o ruim a cada dia. Mudando minha concepção de belo e desprezível, de certo e de errado. A cada ano.

Feliz 2010 a vocês.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

*testando* 1,2,3... FIRE!

Alô? ALÔ?! Tem alguém aí? O.o


Essa coisa aqui ainda funciona depois do equivalmente a "46 anos sem postar" considerando a medida de frequência padrão do ambiente virtual, que é, pelo menos, uma postagem por semana?


Eu espero que sim... porque eu estava realmente afim de mandar esse blog para o quinto dos infernos... mas depois parei, refleti, ponderei e resolvi que...nha... vou voltar a escrever. To precisando de uma válvula de escape e essas humildes palavras que vos são dirigidas (neah, isso não ta gramaticalmente correto) ainda são a melhor opção pra mim.

Então blablablabla... mimimimi.....


I'M BACK, BABY. AND YOU'RE MAKIN' ME HORNY.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Selfish Love ;)

Uma boa amiga me disse uma vez:


Você não pode concentrar a razão de toda sua felicidade nos outros, nem mesmo nos seus amigos, porque se você perde essas pessoas, e isso pode acontecer, você perde tudo.


O que você precisa é encontrar motivos de satisfação na única pessoa que nunca vai te deixar.


Minha meta oficial a partir de agora: encontrar satisfação em mim mesma.

(uh...that sounded kinda dirty...)



Maybe cos' it is.


>> Essa amiga nunca vai ler isso aqui, mas vou agradecê-la mesmo assim. Obrigada, querida. Eu acho que você é mais forte que todos nós. XD

domingo, 18 de outubro de 2009

Dead Girl

Às vezes me pego pensando nas milhares de possibilidades que a internet nos traz. Principalmente a possibilidade de ser uma pessoa totalmente diferente do que somos na “vida real”.
Ok, ok... o que é “real”, não é mesmo? Bem...eu tenho uma leve idéia. “Real” é aquilo que nós temos que enfrentar quando nos olhamos no patético espelho do banheiro e nos sentimos tristes ou frustrados diante de nosso próprio reflexo. A realidade é o controle que não temos, é o imprevisível assustador que nos empurra pra lá e pra cá feito marionetes em direção aos deveres e responsabilidades da vida adulta: tudo aquilo que não queremos fazer e ser, mas somos obrigados. E é nesse momento, quando encaramos o real, é que mais nos sentimos sós, como se ninguém no universo inteiro desse a mínima para nossas dúvidas, temores e tristezas.
É aí que eu me pergunto, o que alguém, o que você seria capaz de fazer para apaziguar esse sentimento de abandono tão doloroso? Tão vergonhosamente doloroso? A que ponto chegaria? Você se agarraria a qualquer possibilidade de amor e atenção que lhe fosse apresentada? E se junto a essa possibilidade de ser amado e respeitado, a sensação de poder se mostrasse tão palpável que fosse simplesmente impossível dizer 'não'? O que você faria?
Muito difícil responder a essas perguntas sem as opções de apaziguamento devidamente apresentadas, não é mesmo?
Bem... é exatamente essa a situação a que dois adolescentes são expostos no bizarro (e ainda assim, brilhante) filme de 2008 “Dead girl”, que obviamente não chegou aos cinemas brasileiros, como quase tudo que é inovador e interessante, mesmo sendo absurdamente trash e imoralmente ousado. Retrato fiel da nossa geração, sem sombra de dúvidas.
Dois garotos encontram uma garota zumbi em um hospital psiquiátrico abandonado, como manda o clichê. E então, o que fazer? Correr? Provavelmente... Mas e se a garota em questão estiver amarrada e mais importante ainda...completamente nua? E os dois garotos em questão forem perfeitos exemplos de juventude negligenciada pelos pais e totalmente ignorada e/ou abusada pelos considerados “jovens normais” que habitam o pesadelo sem fim chamado “colegial”? Como agir então... nessas circunstâncias tão peculiares?
É exatamente esse argumento (ou desculpa) não-dita o que leva os dois adolescentes a "manter" a garota meio-morta, cujo corpo já apresenta sinais de decomposição, como escrava sexual por tempo indeterminado durante as quase duas horas de filme. Como uma forma (talvez a única) de exercer a dominação que não lhes é permitida fora dos muros do hospital abandonado, o mundo real.
Chocante? Por incrível que pareça, nem tanto. De todos os filmes teens já assistidos pela minha pessoa (e foram muitos, acreditem) nunca me deparei com um que retratasse tão bem a necessidade dos jovens de hoje de buscarem válvulas de escape para suas frustrações, através de fugas para lugares no mínimo duvidosos, sem qualquer preocupação moral.
Apesar de em momento algum um mísero computador aparecer durante o filme, é simplesmente inegável a relação que podemos estabelecer entre esses dois adolescentes e a “garota morta” quando comparados com a relação pouco saudável que criamos com os universos virtuais a que a internet nos possibilita. Sermos outra pessoa, e mais importante, uma pessoa com poder, parece ser o objetivo principal no ambiente virtual, totalmente dominado por esses jovens, sem censura ou guia. Um pouco assustador, mas um retrato totalmente fiel do nosso desprezo pelos valores estabelecidos por nossos pais. E mesmo já não sendo mais uma adolescente, é estranho que eu ainda consiga sentir isso de maneira tão intensa.
Nossa geração é necessitada, essa foi a conclusão a que cheguei com “Dead girl”. Necessitada de atenção; egocêntrica e completamente desprovida de bom senso. Mas que adolescente não é? Você pode me perguntar. Esse egocentrismo de fato parece característica principal na vida de praticamente todos os jovens, independente da época em que nasceram. A diferença, porém, ao meu ver, está na forma como lidamos com essa carência e com o vazio e a frustração que a realidade nos traz na era da tecnologia e informação.
Nós somos a geração que estupra garotas zumbis pra se sentir melhor. E alguém acabou de se dar conta disso.

"Down here, we have the power..."

PS: obviamente que quem encontrou esse filme bizarro pela net foi a Patrícia, ela é um imã de coisas estranhas... hasuahsuhasuahs adoro. XD

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Miyavi - Live 13/10/09 - São Paulo

VI A BEESHA LOKA DEEVA DE PERTOOOOOO!!!!!!!!!!!!



>> risca da lista de "Coisas a fazer antes de morrer".